Durante o julgamento na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre os responsáveis pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, a ministra Cármen Lúcia destacou, em seu voto pela condenação dos acusados, como a violência de gênero marcou o crime. ✍️
Ao comentar o caso, Cármen Lúcia afirmou que, na sociedade, “nós mulheres … somos mais ponto de referência do que sujeito de direitos”, o que, segundo ela, contribui para que atos violentos contra elas sejam subestimados. Por isso, declarou: “matar uma de nós é muito mais fácil — matar fisicamente, moralmente, profissionalmente”.
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A ministra ressaltou que, durante as conversas sobre o assassinato, os acusados chegaram a considerar a morte de uma mulher como uma forma de enviar um recado político — algo que não teria sido pensado se o alvo fosse um homem em posição semelhante.
A fala de Cármen Lúcia integra o contexto em que a turma do STF analisou as provas e formou maioria para condenar os mandantes do crime, reforçando que o julgamento também evidencia formas de violência política de gênero no Brasil.